ainda não somos feitos de botões mas para lá caminhamos. os blogs, os emails, as pesquisas de curiosidade e/ou de necessidade, os facebooks e ademais conexões de socialização virtuais, a sensação chega a ser doentia vista de um prisma de distância neuronal e quimica, quanto mais de um ponto de vista espiritual ou desses outros de pés e corpo todo fora do chão. ainda reconhecendo o "lapso"... a tentação é grave... pois quase se parte do princípio que é obrigatório aceder, quem não o faz fica de fora, e ficar de fora neste mundo de conexões livres e abertas é auto-marginalizarmo-nos, o que ninguém compreende, para os conectados: os que não se conectam têm problemas que eles são incapazes de resolver; para os desconetectados: os outros fazem-lhes falta. talvez, o único problema seja essa mesma falta que os contactos directos e pessoais que nem sempre acontecem nos leva a conectarmo-nos virtualmente, até, e no meu caso, sobretudo, com os amigos reais. e o que faço eu aqui e agora? penso que tão cedo não volto a estar ali e além. depois passa. e volto. regozijo-me porque posso passar sem isto de vez em quando. entristeço-me pelos que não podem estar no meu mundo aqui e agora fora deste espaço e deste tempo, pelos que apenas acedo neste outro ali e além, porque me fazem falta... mas ainda preciso de abraços ao vivo e de beijos com som e sabor genuínos, porque ainda aprecio o cheiro das pessoas mesmo das que não têm cheiro e até das que têm cheiros desagradáveis, pelo menos respira-se pele, porque ainda preciso de ver e ouvir as pessoas ao vivo, seja a cores seja a preto e branco, seja de dia seja de noite, adoro ConViver!! E ainda prefiro o convívio a vir ConEctar-me em rede! Tenho pensado e disse, bons dias **