segunda-feira, 9 de maio de 2011

in O jogo da liberdade da alma, de M.G.Llansol

"_____________aprendi com a linguagem de Hallâj que, onde não há nada, há muito para dizer, que, onde há muito para dizer, há nada/ que o texto corre um risco mortal se ligar as duas frases por vice-versa/ que elas são dois lados do corpo, o sensual e o volitivo/ que o corpo é materialmente frases/ que o material e literal não têm diferentes/ que nesse indiferente é essencial não ligar o intelectivo a qualquer lógica/ que, por mais que ande, a alma está sempre a tempo de pôr ordem (o referido vice-versa) no seu caminho ________pôr ordem sem trazer retorno/  que o invisível, quando se sensualiza, abre à linguagem caminhos que o narrativo obliterou com a tampa do piano, os muros baixos do real, as ténues paredes da vida/  que, chegado a esse ponto, o por escrever tem uma visibilidade sem fim que, por isso, a nova linguagem é fácil, e se reproduz por si mesma, contendo em si o próprio princípio de existir", in O jogo da liberdade da alma de M.G.Llansol

________________________ e estou ViVa, é só isso o muito que tenho a DiZer - cristina de oalves