Perguntei-me! Vai indo. Como também navego de quando em vez pelo facebook mais o flickr, não há tempo para tudo... mas nem sempre assim foi. Começei por recusar os convites e incentivos para estar na net, navegação em mar alto, dizia, retira-nos tempo para o essencial que é o prazer do estar e a prática do saber em diálogo cara a cara. O equilíbrio do confronto mental, emocional e sensorial faz se entre sorrisos autênticos, olhares cruzados, apertos de mão e abraços. E eu, que para além de pele sou cheirinhas, que me estimulo pelos poros e pelas narinas, como me regozijar com a internet se nada disto está lá. Que me adianta ir à Argentina ou ao Texas se não me vem o cheiro da terra, das plantas, das pessoas, das comidas, dos lugares, dos dias, se não posso dar um beijo nas bochechas dos amigos que entretanto conheci e fiz via digital. Nessa parte eu acredito. Porque sou um espírito positivo que encara a amizade, o respeito, a bondade, o amor, como possíveis de realizar em qualquer quadrante espacio-temporal, em qualquer situação por mais bizarra, encantadora ou, no inverso, macabra, ou no inverso do inverso, por mais sonhadora e espiritual que possa ser...
E muitas estórias da minha vida o comprovam...
Irão, a partir de hoje, surgir neste blog algumas dessas estórias. Elas serão um acrescento à tipologia de post que mais ou menos de modo coerente vou procurando colocar aqui. Serão tal como as outras periódicas sendo indefinido o momento em que aparecem, a sua duração e extensão serão variáveis.
Trata-se de aguardar, trauteando subtilmente na mesa, embalando o corpo em movimentos suaves, afastando e aproximando as costas do encosto da cadeira, como quem escuta uma melodia de fundo com a sensação de que o som está a chegar com uma maior clareza musical e mais ímpeto e a qualquer momento é preciso levantar da cadeira e ir baixar o volume antes que apareçam os vizinhos à porta.
E mais entusiasticamente, sim, o blog vai bem!