§
assim cheguei e assim fico...
neste acaso
os enlaces são como os sonhos dos peixes
e os sonhos são como a água, transparentes e perigosos no
mergulho de um rio
§
para quê pensar no que não pertence
§
a espera do tempo do repor do sentido único
[a]guardar o respeito das hordas de disparidades
sem as combater, respirar de nariz erguido à tona da água,
é como camuflar a natureza dos pássaros no
abraço de uma árvore
§
porque é desses abraços que se fazem os lugares em que nos somos
§
onde dizemos tudo de nós
mesmo no que fica por dizer
assim cheguei e assim fico...
neste acaso de rendas de redes de alinhamentos de palavras no
escrito de uma mão
§ ando triste, às vezes § e não sei ser outra coisa senão sincera § emotiva e falante § apesar de tentar equilibrar as emoções e a fala por vezes em controlos de análises, parágrafos e modos mais literados § acabo por baralhar o centro do lugar § posso nisso ser ridícula § perdida § aberta à loucura da entrega § com medo § não sou uma alucinada desumana e triste com a coragem dos vorazes § nem as minhas lágrimas são mortais § sei dizer obrigado com prazer e sorrisos largos tal como me posso dizer não posso, não quero, não! e não obrigado §
§
assim cheguei e assim continuo...
sim, às vezes, também ando agradecida
in escrito: © cristina de oalves
assim cheguei e assim fico...
neste acaso
os enlaces são como os sonhos dos peixes
e os sonhos são como a água, transparentes e perigosos no
mergulho de um rio
§
para quê pensar no que não pertence
§
a espera do tempo do repor do sentido único
[a]guardar o respeito das hordas de disparidades
sem as combater, respirar de nariz erguido à tona da água,
é como camuflar a natureza dos pássaros no
abraço de uma árvore
§
porque é desses abraços que se fazem os lugares em que nos somos
§
onde dizemos tudo de nós
mesmo no que fica por dizer
assim cheguei e assim fico...
neste acaso de rendas de redes de alinhamentos de palavras no
escrito de uma mão
§ ando triste, às vezes § e não sei ser outra coisa senão sincera § emotiva e falante § apesar de tentar equilibrar as emoções e a fala por vezes em controlos de análises, parágrafos e modos mais literados § acabo por baralhar o centro do lugar § posso nisso ser ridícula § perdida § aberta à loucura da entrega § com medo § não sou uma alucinada desumana e triste com a coragem dos vorazes § nem as minhas lágrimas são mortais § sei dizer obrigado com prazer e sorrisos largos tal como me posso dizer não posso, não quero, não! e não obrigado §
§
assim cheguei e assim continuo...
sim, às vezes, também ando agradecida
in escrito: © cristina de oalves
Publicado no grupo Sintonia sobre Pretexto (facebook) a 4 de Março de 2012