descubro-te na falta de me seres
vejo eu sem querer | o que não contas, não dizes, não revelas
resulta agora um calar-me eu também | então emudeço os lábios
e volto à escrita | e pulsa sem ferver uma ira
dentro do que não compreendo
de nós, feitos de almas distintas e tão próximas ______ e de pausas
por trás das sombras
na visibilidade onde me colocas desfocada | a ser eu mesma
descubro-me assim um ser outro | e sou capaz de me ver oculta
num segundo plano | foi aí que nos encontramos | frente a frente
eu estava só e tu só te sentias
todas as almas serão | na morte
final
uma só | sem mais palavras
onde todas as palavras se juntam |
fim
*************
© cristina de oalves
Antonio Palmerini
some day my prince will come
