sábado, 16 de janeiro de 2016

nesta solidão de um quase silêncio

























[...]
e nada foi recuperado | ainda | sei que continuarei a escrever
no sigilo de todos os poentes onde cai um livro aberto sobre os olhos
vais sendo | incógnita, página a página 
e pensas | triste, no que não tiveste 
e acreditas | magoado, no amor dos poemas 
e sentes | contido, a prosa do vento 

- é isto o que dizes ser? ______ 
e sabes, de muito, o que não sabes 
e desconheces, de pouco, o que conheces 
e eu, de nada, dentro deste eco mudo 
nesta solidão de um quase silêncio
atrevendo-me ainda mais do que a vida
esperando o novo do que és
em mim.
e se partir? ________ de onde me deixei?
atrevo-me dizendo, escrevendo, o que mais dói.
neste silêncio puro | onde guardo a esperança
coloco(te) ainda assim reticências...

e aguardo…