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e nada foi recuperado | ainda | sei que continuarei a escrever
e nada foi recuperado | ainda | sei que continuarei a escrever
no sigilo de todos os poentes onde cai um livro aberto sobre os olhos
e vais sendo | incógnita, página a página
e pensas | triste, no que não tiveste
e acreditas | magoado, no amor dos poemas
e sentes | contido, a prosa do vento
- é isto o que dizes ser? ______
e sabes, de muito, o que não sabes
e desconheces, de pouco, o que conheces
e desconheces, de pouco, o que conheces
e eu, de nada, dentro deste eco mudo
nesta solidão de um quase silêncio
nesta solidão de um quase silêncio
atrevendo-me ainda mais do que a vida
esperando o novo do que és
em mim.
e se partir? ________ de onde me deixei?
atrevo-me dizendo, escrevendo, o que mais dói.
atrevo-me dizendo, escrevendo, o que mais dói.
neste silêncio puro | onde guardo a esperança
coloco(te) ainda assim reticências...
e aguardo…
