sexta-feira, 25 de novembro de 2011

quando o assunto é o mesmo...

Apontamentos nas margens, notas, trechos de cartas e de rascunhos,
uma imensidão de nuvens sobre o céu azul.
Mas como dar-lhe de novo a palavra no horizonte visual?
O parentesco reconhecido dos nossos discursos ao nível dos olhos,
da família diálogo, deixando lá por cima a nebulosa,
descentrada de cada individualidade, e nem pensar no nevoeiro que vai cá em baixo,
que esse é matinal ou final do dia eu mesma interna, inteira por dentro.

De títulos, de nomes, de averbações acusatórias não vale a pena...

Quero-te. Para além de te querer bem.
Mesmo que de amor eu não perceba nada gostava de te ouvir, de te ver, de estar do teu lado.
Enquanto isso fico-me para aqui a triste com o teu comportamento autodistante e indiferente,
apesar de educado e gentil, que tanto me pesa. Comportamento próprio de quem não quer alguém.
Mesmo que a mim me queiras bem... mesmo que de amor também tu não percebas nada!

© cristina de oalves