No fim de Janeiro lia o pequeno texto que em baixo transcrevo acerca dos inícios de ano que não correspondem exatamente à data do calendário pré definido. Sem saber quem é a autora achei bonito o texto, na sua simplicidade e simpatia, para quê dizer mais e melhor se o desejo é de si tão amplo. Bom Ano!
" Até quando é lícito desejar bom ano a alguém? Para-se logo no dia 2 de Janeiro? Ou pode-se ir, nas calmas até 15?
Até quando é possível dizer bom ano, sem que o alguém aquem nos dirigimos nos olhe de lado? Sem que a postura nos diga que já passou o tempo desse gesto? O dia de hoje parece-me um bom compromisso.
Por isso mesmo: Bom Ano! Bom ano apesar da crise. Bom ano apesar dos cenários anunciados de catástrofe. Bom ano apesar do IVA. Bom ano apesar da taxas moderadoras. Bom ano apesar dos cortes. Bom ano. Bom ano contra a crise. Bom ano contra o desespero. Bom ano contra a tristeza. Bom ano contra a resmungice. Bom ano contra a maldicência. E um 2012 cheio de ideias. De sonhos. De projetos. De novos caminhos. De esperança. Um ano de decisões. Um ano para dizer sim a quem se gosta. Um ano para contar histórias. Um ano para passear à beira rio. Um ano para conhecer um jardim. Um ano para estar com a família. Um ano para sentir o sol na cara. Um ano para rir à gargalhada. Um ano para reconhecer os amigos. Um ano para dar abraços. Um ano para ouvir novos sons. Um ano para visitar museus. Um ano para descobrir palavras novas. Um ano para pensar mais. Um ano para viver mais. Um ano para ser mais. Bom ano. Até 31 de Dezembro."
Ou, no meu caso, até breve breve*
Um ano de estimar o bom e seguir em frente com carinho.
o texto é de Francisca Cunha Rego, in Jornal de Letras de 11 a 24 de Janeiro de 2012.