fui ao arquivo vivo das minhas lembranças e fiquei com as emoções sem saber se falava se o silêncio falaria por mim*
depois... foram saindo os vocábulos que me dizem sem eu saber como*
acredito na magia, na palavra, na poesia de múltiplas formas e olhares, no sentir e nas emoções, no abraços prolongados e nos sorrisos verdeiros de lágrima ao canto ou em jorro quando fecho os olhos*
acredito nas pessoas*
acredito no que procuro*
acredito nas minhas dúvidas*
acredito no que perdi*
acredito no que encontro*
acredito até quando me desespero sem esperança*
acredito no mistério do que vem, no acolher do aqui e agora, na revelação do pequeno futuro nas mãos que se dão*
acredito em vocês que por cá estão* até nos invisíveis* nos momentos de silêncio* e no respirar da inspiração que ora me contém ora me faz dar me*
do primeiro escrito no espaço do Sintonia Sobre Pretexto, assim estou, como da primeira vez, sendo eu plutónica, a que caminha aos tropeções à velocidade de um tempo demasiado rápido, sou transformação também
dizem que o 33 é um número mágico #33 Recebeste-me?
Se assim vivessemos, simplesmente para perguntar ________ então já juntou as folhas que ontem caíram _________ reparou como subitamente, por volta das quatro horas, se soube que a tarde acabava ______ sabe de que espécie (vegetal) é esta noite ___ foi um gosto amargo cortar as últimas dálias tombadas pela geada
de Maria Gabriela Llansol, in A Restante Vida, ed. Relógio de Água, 2001.
Publicado no grupo Sintonia sobre Pretexto a 16 de Dezembro 2011
um dia quando me despedir no sorriso mais largo do infinito quero que esta música me acompanhe... acredito nos segredos que, ao contrário das mentiras, se vão desvelando como luz*
(e já agora pousado no peito "um beijo dado mais tarde" o primeiro livro da Maria Gabriela Llansol que li)
in escrito: © cristina de oalves