é preciso estar atento ao subliminar escrito | atendendo às subliminares leituras | podem vir do bico de um pássaro nocturno | ou de uma língua bífida de um réptil | ambos pousados à distância de um galho numa árvore | mesma semente mesma terra mesma floresta oculta | o primeiro debica o subconsciente de perguntas e interpretações | suave levanta voo e deixa de guarda todos os ninhos e cantos | trauteados em baixas frequências e altíssimas verdades | chega num envelope assinado e por vezes uma direcção | o segundo influencia, persuade o comportamento | e depois os gostos, as vontades e até por fim a personalidade | vem numa mensagem secreta sem sabermos de quem nem para onde aberta a toda a gente | não é o pássaro ou o réptil o ser dentro do escrito | é o olhar, o que lê, e aquelas outras dimensões de sentidos, é o peito e a perspectiva sobre o que foi lido e sentido | a vida e a fala | o escrito
© cristina de oalves