sexta-feira, 19 de julho de 2013

still secretts

Querida Madame Z

também se escreve na areia
"a revolução" de todos os dias que se dissolvem com a água
de mim
dela
ela, tem outro cheiro que não os búzios
eu, tenho os dias que não ficam e as palavras que não se salvam dos segredos
o sorriso vai-se desvanecendo
devagar o sonho meu
eu, avanço com o mar secreto pelo "mistério" dos tesouros marítimos
cheiro a maresia até no inverno que gela
ela, transforma a areia em pedras e depois nas rochas
grava escrito o seu amor
de o ter amado, a ele.
falo de ti.
e é de cá que te digo e lhe digo
eu tive de erguer um porto de abrigo e aguentar a vida num farol,
temos clamores diferentes, que segredamos em metáforas
quando olhamos para o tempo, para o areal e para o alto mar

© cristina de oalves