o ocre a o acre da carne no passado horizonte | da transformação das coisas, das estações, dos dias e das noites solitárias | as mãos de palavras a moldar o corpo na tua presença de húmus | nas folhas caídas no chão | de ti a raíz do desejo oculta-me semente da terra | os dedos erguidos árvores a crescerem de costas na asfixia dos pulsos | a vontade do grito mudo | de mim a olhar-te para mim | numa paisagem onde nos espera
escrito: © cristina de oalves
Imagem (desenho): Egon Schiele, Homem deitado de costas, 1910
