© cristina de oalves
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
da pena que dilacera por dentro e tudo vai corroendo, desgastando, esvaziando o ser | este ser sem luta que traz na leveza da escrita o arrepio da morte | choro diante do gelo da água que me faz estátua, diante da tua dança "pas de deux" e da minha corrida "solitária" contra o tempo | ou cristalizada no teu olhar para mim que me pintas barroca depois da fotografia se tornar filme | ou no meu drama sentido numa igreja onde ninguém reza em voz alta o que sente | tectos, abóbodas, ficção celestial, luz divina | transladação | chapa 4, o sulfato de cobre e os cristais de prata | também eu | apetece-me gritar mas estou demasiado longe do ar e demasiado perto de mim sufoco os gestos e as palavras | uma câmera que se move demasiado rápida para uma simples imagem desfocada por escrito | e parece que não me digo verdade na verdade que sinto
© cristina de oalves
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