© cristina de oalves
quarta-feira, 28 de maio de 2014
o belo, do princípio ao fim, passa pelos seus momentos de acerto e de expetativa, de desilusão e de desarmonia, mas será belo o momento da descoberta da génese e do que vem, dos movimentos das mãos e do rosto, do vento e dos pássaros, do mar e do olhar mais profundo, dos gestos das folhas das árvores e dos dedos nas teclas de um piano, da simplicidade do mais complexo que é a vida e da complexidade do simples que são estas palavras a tentar dizer um pensamento com sentido do que sinto, entre o que gostamos e o que nos desgosta, os mágicos concertos no silêncio e o que nos desconcerta em ruídos dentro, vai-se a vida assim no belo da nudez dos pés e do corpo sem carne | esse corpo, quase etéreo, visível, na pureza crua dos sons mais delicados e dos gritos mais ensurdecedores | até ao momento em que o peito nos levanta a cabeça ao céu |
© cristina de oalves
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